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VOCÊ SABIA?#4
Postado por .:.:Shyruuh.:.: dia 03/05/2020 às 16:37 na categoria Habbo Hotel
VOCÊ SABIA?#4

 

                                                                                                                                         



Ditadura militar (1964-1985)




Ditadura militar brasileira ou Quinta República Brasileira foi o regime instaurado em 1 de abril de 1964 e que durou até 15 de março de 1985, sob comando de sucessivos governos militares. De caráter autoritário e nacionalista, teve início com o golpe militar que derrubou o governo de João Goulart, o então presidente democraticamente eleito. O regime acabou quando José Sarney assumiu a presidência, o que deu início ao período conhecido como Nova República (ou Sexta República). Apesar das promessas iniciais de uma intervenção breve, a ditadura militar durou 21 anos. Além disso, o regime pôs em prática vários Atos Institucionais, culminando com o Ato Institucional Número Cinco (AI-5) de 1968, que vigorou por dez anos. A Constituição de 1946 foi substituída pela Constituição de 1967 e, ao mesmo tempo, o Congresso Nacional foi dissolvido, liberdades civis foram suprimidas e foi criado um código de processo penal militar que permitia que o Exército brasileiro e a Polícia Militar pudessem prender e encarcerar pessoas consideradas suspeitas, além de impossibilitar qualquer revisão judicial.

Em 31 de março de 1964, militares contrários ao governo de João Goulart (PTB) destituíram o então presidente e assumiram o poder por meio de um golpe. O governo comandado pelas Forças Armadas durou 21 anos e implantou um regime ditatorial. A ditadura restringiu o direito do voto, a participação popular e reprimiu com violência todos os movimentos de oposição.

Na economia, o governo colocou em prática um projeto desenvolvimentista que produziu resultados bastante contraditórios, já que o país ingressou numa fase de industrialização e crescimento econômico acelerados, sem beneficiar a maioria da população, em particular a classe trabalhadora.

 

Antecedentes do golpe



Os militares golpistas destituíram do poder o presidente João Goulart, que havia assumido a presidência após a inesperada renúncia de Jânio Quadros (PTN), em 1961. Sua posse foi bastante conturbada e só foi aceita pelos militares e pelas elites conservadoras depois da imposição do regime parlamentarista. Essa fórmula política tinha como propósito limitar os poderes presidenciais, subordinando o Executivo ao Legislativo. Goulart, contudo, manobrou politicamente e conseguiu aprovar um plebiscito, cujo resultado restituiu o regime presidencialista.

Em 1961, Goulart foi autorizado a assumir o cargo, sob um acordo que diminuiu seus poderes como presidente com a instalação do parlamentarismo. O país voltou ao sistema presidencialista um ano depois, e, como os poderes de Goulart cresceram, tornou-se evidente que ele iria procurar implementar políticas de esquerda, como a reforma agrária e a nacionalização de empresas em vários setores econômicos, independentemente do consentimento das instituições estabelecidas, como o Congresso. Na época, a sociedade brasileira tornou-se profundamente polarizada, devido ao temor que Brasil se juntasse a Cuba como parte do bloco comunista na América Latina sob o comando de Goulart. Políticos influentes, como Carlos Lacerda e até mesmo Kubitschek, magnatas da mídia (Roberto Marinho, Octávio Frias de Oliveira, Júlio de Mesquita Filho), setores conservadores da Igreja Católica, os latifundiários, a burguesia industrial e parte da classe média solicitam uma "contrarrevolução" por parte das Forças Armadas para remover o governo.

A mobilização das tropas rebeldes foi iniciada em 31 de março de 1964. O presidente João Goulart partiu para o exílio no Uruguai em 1 de abril.



Decretos polêmicos de João Goulart em março de 1964

 



No dia 13 de março de 1964, João Goulart assina em praça pública, no Rio de Janeiro, três decretos, um de encampação das refinarias de petróleo privadas, outro de reforma agrária à beira de rodovias, ferrovias, rios navegáveis e açudes e um decreto tabelando aluguéis.

Esses decretos de 13 de março foram usados como pretexto pelos conservadores para deporem João Goulart:

Decreto Nº 53.700: Declara de interesse social para fins de desapropriação as áreas rurais que ladeiam os eixos rodoviários federais, os leitos das ferrovias nacionais, e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem, atualmente inexploradas ou exploradas contrariamente à função social da propriedade, e dá outras providências.


Decreto Nº 53.701: Declara de utilidade pública, para fins de desapropriação em favor da Petróleo Brasileiro S A - PETROBRÁS, em caráter de urgência, as ações das companhias permissionárias do refino de petróleo.


Decreto Nº 53.702: Tabela os aluguéis de imóveis no território nacional, e dá outras providências.

 

Conexões civis no regime

 

A partir da década de 2000, vários historiadores passaram a defender a ideia de que o golpe, assim como a ditadura que se seguiu, não foi exclusivamente militar, sendo, em realidade, civil-militar. Pelo menos no início, houve apoio ao golpe por parte de segmentos importantes da sociedade: os grandes proprietários rurais, uma grande parte da classe média urbana (que na época girava em torno de 35% da população total do país) e o setor conservador e anticomunista da Igreja Católica (na época majoritário dentro da Igreja) que promoveu a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de abril de 1964.




Cronologia

 

 

Golpe militar e influência estrangeira

 

Tropas militares, na madrugada do dia 31 de março de 1964, sob o comando do general Olympio Mourão Filho marcharam de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro com o objetivo de depor o governo constitucional de João Goulart. O presidente encontrava-se no Rio de Janeiro quando recebeu um manifesto exigindo sua renúncia. O chefe da Casa Militar, general Argemiro de Assis Brasil, não conseguiu colocar em prática um plano que teria a função de impedir um possível golpe. Os partidos de sustentação do governo ficaram aguardando a evolução dos acontecimentos. O presidente, de Brasília, seguiu para Porto Alegre e se refugiou numa estância de sua propriedade, e depois rumou para o Uruguai, o que levou o presidente do Senado Federal a declarar vagas a presidência e a vice-presidência da república e empossar o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, na presidência da república. No dia 2 de abril ocorre a Marcha da Vitória, na cidade do Rio de Janeiro, garantindo apoio popular à deposição do presidente João Goulart.

Blindados, viaturas e carros de combate ocuparam as ruas das principais cidades brasileiras. Sedes de partidos políticos, associações, sindicatos e movimentos que apoiavam reformas do governo foram destruídas e tomadas por soldados fortemente armados. À época, estudantes, artistas, intelectuais, operários se organizavam para defender as reformas de base. A sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) foi incendiada.

 

Governo Castelo Branco (1964-1967)

 

 

O Congresso Nacional ratificou a indicação do comando militar e, em eleição no dia 11 de abril de 1964, elegeu Presidente da República o marechal Castelo Branco, então Chefe do Estado-Maior do Exército. Como Vice, foi eleito o deputado pelo PSD José Maria Alkimim, secretário de finanças do governo de Minas Gerais. O governador desse estado, Magalhães Pinto, havia participado do golpe. A posse de Castelo Branco ocorreu em 15 de abril de 1964, tendo permanecido na presidência até março de 1967.

O presidente Castelo Branco iniciou o governo militar. Compôs o seu governo com predominância de políticos da UDN. Dizia que a intervenção tinha caráter corretivo e era temporária. Porém, as Forças Armadas, lideradas pelo general Costa e Silva, não tinham interesse no papel de moderador, mas sim em "estabelecer a Linha Dura" de repreensão às atividades políticas de esquerda consideradas pelos militares golpistas como "terroristas".

Castelo Branco morreu, logo após deixar o poder, em um acidente aéreo, mal explicado nos inquéritos militares, ocorrido em 18 de julho de 1967. Um caça T-33 da FAB atingiu a cauda do Piper Aztec PA 23, no qual Castelo Branco viajava, fazendo com que o PA-23 caísse deixando apenas um sobrevivente. No processo sucessório, Castelo foi pressionado a passar a faixa presidencial para o general da linha dura Artur da Costa e Silva mas estava organizando com o Senador Daniel Krieger um movimento contra o endurecimento do regime.

 

 

Governo Costa e Silva: Início dos Anos de Chumbo (1967-1969)

 

 

Ex-ministro da Guerra, o marechal Costa e Silva teve o seu nome indicado pelas Forças Armadas e referendado pelo Congresso Nacional. No dia 15 de março de 1967, o marechal Artur Costa e Silva é empossado no cargo de Presidente da República, tendo Pedro Aleixo como Vice-presidente. Com sua posse começa a vigorar a Constituição de 1967. O Presidente deixa o cargo no dia 31 de agosto de 1969. Com predominância de ministros militares e civis - o paulista Antônio Delfim Netto era o ministro da Fazenda - o presidente empossado organizou o seu ministério. As taxas de inflação caíram nos primeiros anos de governo reaquecendo a economia e aumentando a presença de investimento estrangeiro no país.

No campo político, porém, não havia sinal de retorno à democracia plena. Os militares defendiam um endurecimento maior do regime, a chamada "linha dura". Vieram as perseguições políticas, em missões organizadas pelos órgãos de segurança do governo. Uma onda de protestos surgiu em todo o país, com enfrentamento direto entre as forças de segurança contra os manifestantes pró-comunismo, militantes de esquerda e estudantes cooptado por organizações subversivas, crescendo para grandes manifestações reivindicatórias e de contestação ao regime e a intolerância e as desavenças eram comuns, as patrulhas ideológicas organizadas pelos comunistas agiam nas escolas, clubes e sindicatos.

Na esteira dos acontecimentos, os que apoiaram o golpe militar, como Carlos Lacerda, se sentiram excluídos do processo e passaram a se opor ao governo. Lacerda tentou se unir a Juscelino e Jango, que se encontravam exilados, num movimento que ficou conhecido como Frente Ampla.

 

Reações e protestos:

 

As manifestações e protestos ganham as ruas em quase todas as principais cidades do Brasil nos primeiros anos após o golpe militar. Os estudantes começam também a radicalizar suas ações. Com a chegada do general Artur da Costa e Silva ao poder, as greves dos operários tomaram corpo, na mesma proporção em que a linha dura já fazia suas vítimas.

Em 28 de março de 1968, quando da preparação de uma passeata de protesto que se realizaria em função do mau funcionamento do restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, cujas obras ainda não haviam terminado, havendo ratos, baratas e falta de higiene, para o fornecimento de alimentação aos adolescentes estudantes do científico (segundo grau), o estabelecimento foi invadido pela Polícia Militar.

Segundo oficialmente noticiado, a causa da invasão daquele estabelecimento pela Polícia Militar era a reunião de comunistas que estariam armando um golpe violento para desestabilizar o regime. A invasão resultou na repressão violenta de seiscentos alunos e na morte do estudante Edson Luís de Lima Souto, assassinado com um tiro no coração, com uma pistola calibre 0.45, pelo tenente Alcindo Costa, que comandava o Batalhão Motorizado da PM.

 

Reações e protestos

 

As manifestações e protestos ganham as ruas em quase todas as principais cidades do Brasil nos primeiros anos após o golpe militar. Os estudantes começam também a radicalizar suas ações. Com a chegada do general Artur da Costa e Silva ao poder, as greves dos operários tomaram corpo, na mesma proporção em que a linha dura já fazia suas vítimas.

Em 28 de março de 1968, quando da preparação de uma passeata de protesto que se realizaria em função do mau funcionamento do restaurante do Calabouço, no Rio de Janeiro, cujas obras ainda não haviam terminado, havendo ratos, baratas e falta de higiene, para o fornecimento de alimentação aos adolescentes estudantes do científico (segundo grau), o estabelecimento foi invadido pela Polícia Militar.

Quando o restaurante estudantil Calabouço foi invadido pela Polícia Militar, e Edson, de 16 anos de idade, assassinado, a violência policial continuou. Outros estudantes, curiosos e transeuntes foram feridos por estilhaços de granadas, intoxicados por bombas de gás lacrimogêneo, gás fumígeno, atingidos por balas de fuzis e metralhadoras disparadas a esmo.

 

AI-5:

 

No governo estavam oficiais da linha dura, e as ruas eram dominadas pelas greves dos operários e movimentos estudantis, organizações essas lideradas por membros de esquerda. Neste clima, iniciou-se a controvertida batalha entre o Estado e manifestantes que reivindicavam o fim do regime. Como consequência, as liberdades individuais foram suprimidas e o país definitivamente entrou em um processo de radicalização entre os militares e a oposição, que gerou o gradual fechamento do regime, até culminar com a promulgação do Ato Institucional nº 5 (AI-5). O prazo de vigência do AI-5, diferentemente dos atos institucionais anteriores, era indeterminado. O ato dava ao presidente, entre outras prerrogativas extraordinárias, o poder de cassar mandatos de políticos, de fechar o Congresso, suspender o instituto do habeas corpus, impor censura prévia à imprensa, às artes e espetáculos, aposentar compulsoriamente professores universitários e prender dissidentes, enfim tudo o que fosse necessário para apagar qualquer vestígio de oposição ao governo. Como definiria a crônica política, o AI-5 foi o golpe dentro do golpe - o início dos chamados Anos de Chumbo.

No dia 28 de agosto de 1969, o presidente Costa e Silva é acometido por trombose grave. Devido à doença, no dia 31 de agosto de 1969 uma junta militar substituiu o Presidente da República e se confirmou no poder, para evitar que o Vice-Presidente Pedro Aleixo assumisse, pois esse se opusera à implantação do AI-5, sendo o único voto contrário, na reunião do Conselho de Segurança Nacional que decidiu pela promulgação do AI-5.

A Junta Militar era composta pelos ministros do Exército (Aurélio de Lira Tavares), Força Aérea (Márcio de Sousa e Melo) e Marinha (Augusto Hamann Rademaker Grünewald). No dia 1 de setembro de 1969, o AI-12, foi baixado informando à nação brasileira o afastamento do presidente e o controle do governo do Brasil pelos ministros militares.

 

Governo Emílio Médici (1969-1974)

 

 

No dia 30 de outubro de 1969, o general Emílio Garrastazu Médici assumiu a Presidência da República, sendo o terceiro general a ocupar o cargo; inicialmente consolidou a comunidade de informações, interligando todos os escritórios ligados ao SNI. Segundo a imprensa, o combate às esquerdas se intensificou com o início da guerra suja. A repressão aos movimentos de esquerda se intensificou, todos os aparelhos de estado estavam interligados e funcionando a plena potência, os sistemas de vigilância também estavam coordenados e liderados por profissionais treinados nos Estados Unidos.

Entre alguns programas de desenvolvimento social que surgiram neste governo, estão: Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e Nordeste - PROTERRA (1971); Programa Especial para o Vale do São Francisco - PROVALE (1972); Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia - POLAMAZÔNIA (1974); Programa de Desenvolvimento de Áreas Integradas do Nordeste - POLONORDESTE (1974).

 

 

Governo Geisel e abertura política (1974-1979)

 

 

Geisel assumiu o governo (1974-1979) em um período de ajustamento e redefinição de prioridades, grave endividamento externo, flutuações de desempenho, dificuldades inflacionárias, e, mais tarde, a recessão: o milagre econômico chegava ao fim. Segundo analistas econômicos, o crescimento da dívida externa, mais a alta dos juros internacionais, associados à alta dos preços do petróleo após a Guerra do Yom Kipur no Oriente Médio, somaram-se e desequilibraram o balanço de pagamentos brasileiro. Consequentemente houve o aumento da inflação e da dívida interna.

Com estes fatores, o crescimento econômico que era baseado no endividamento externo, começou a ficar cada vez mais caro para a Nação brasileira. Apesar dos sinais de crise, o ciclo de expansão econômica iniciado em meados de 1969 não foi interrompido. Os incentivos a projetos e programas oficiais permaneceram, as grandes obras continuaram alimentadas pelo crescimento do endividamento, como a Ponte Rio-Niterói, necessária para a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara que se deu em 1975, a Transamazônica e as grandes hidrelétricas (Tucuruí, Itaipu, etc). Também é de Ernesto Geisel o projeto de lei que cria o estado de Mato Grosso do Sul, entre 1977 e 1979.

 

 

Governo Figueiredo e declínio (1979-1985)

 

 

Sílvio Frota general da chamada "linha dura" é expurgado do governo com a sua exoneração do Ministério do Exército, pois estava articulando manobras contra a distensão. A demissão de Frota do cargo de Ministro do Exército por Geisel simbolizou o retorno da autoridade do Presidente da República sobre os ministros militares, em especial do Exército. Esta lógica esteve invertida desde o golpe de 64 com diversos ministros militares definindo questões centrais do país tais como a sucessão presidencial. Foi um passo importante no processo de abertura política com posterior redemocratização plena do país e retorno dos civis ao poder.

Em 1978, novas regras são impostas à sociedade brasileira. Novamente é aumentado o arrocho contra as liberdades individuais e coletivas da população, alguns setores produtivos são postos sob a "Lei de Segurança Nacional", sob a razão de serem de importância estratégica para o país. São proibidas as greves nos setores petrolífero, energético e de telecomunicações. A sociedade responde com mais descontentamento ainda.

 

 

Expurgos

 

No texto de abertura do Ato Institucional (depois chamado de Ato Institucional n° 1) de 9 de abril de 1964, o movimento de 1964 (referido como "revolução vitoriosa" que "se legitima por si mesma" e "se investe no exercício do Poder Constituinte", "na sua forma mais expressiva e mais radical") é definido como "civil e militar":

À NAÇÃO

É indispensável fixar o conceito do movimento civil e militar que acaba de abrir ao Brasil uma nova perspectiva sobre o seu futuro. O que houve e continuará a haver neste momento, não só no espírito e no comportamento das classes armadas, como na opinião pública nacional, é uma autêntica revolução.

A revolução se distingue de outros movimentos armados pelo fato de que nela se traduz, não o interesse e a vontade de um grupo, mas o interesse e a vontade da Nação.

A revolução vitoriosa se investe no exercício do Poder Constituinte. Este se manifesta pela eleição popular ou pela revolução. Esta é a forma mais expressiva e mais radical do Poder Constituinte. Assim, a revolução vitoriosa, como Poder Constituinte, se legitima por si mesma. Ela destitui o governo anterior e tem a capacidade de constituir o novo governo. Nela se contém a força normativa, inerente ao Poder Constituinte. Ela edita normas jurídicas sem que nisto seja limitada pela normatividade anterior à sua vitória. Os Chefes da revolução vitoriosa, graças à ação das Forças Armadas e ao apoio inequívoco da Nação, representam o Povo e em seu nome exercem o Poder Constituinte, de que o Povo é o único titular (…)
 
 
Perseguição política
 

No dia 30 de dezembro de 1968, foi divulgada uma lista de políticos cassados: onze deputados federais, entre os quais Márcio Moreira Alves. Até mesmo Carlos Lacerda, que defendeu um golpe militar nos anos 1950 e 60, teve os direitos políticos suspensos. No dia seguinte, o presidente Costa e Silva falou em rede de rádio e TV, afirmando que o AI-5 havia sido não a melhor, mas a única solução e que havia salvado a democracia e estabelecido a volta às origens do regime. Segundo ele, para "evitar a desagregação do regime", era necessário cercear os direitos políticos dos cidadãos e aumentar em muito os poderes do presidente, mesmo sem o aval popular. Em 16 de janeiro, de 1969 foi divulgada nova lista de quarenta e três cassados, com trinta e cinco deputados, dois senadores e um ministro do STF, Peri Constant Bevilacqua. O Poder Judiciário passou a sofrer intervenções do Poder Executivo quando de seus julgamentos. No dia 16 de janeiro de 1969, são cassados Mário Covas e mais 42 deputados, quando são "estourados" diversos "aparelhos comunistas".

Sem autonomia, o Congresso Nacional continuou aberto apenas para demonstrar aos outros países que havia normalidade política e administrativa e que, apesar do desmonte do Estado de Direito, a ditadura estava protegendo o país dos seus inimigos: os comunistas. Os textos legais eram aprovados sem o voto dos congressistas. O governo impôs o decurso de prazo, manobra utilizada para legalizar o ilegítimo e inviabilizar qualquer propositura de emendas ao orçamento do governo e, ainda, a discussão e votação dos projetos enviados pelo poder executivo. O Congresso, eventualmente, era palco de denúncias de alguns parlamentares da oposição que, na maioria das vezes, não encontravam espaço na imprensa para fazê-las: os anais do Congresso registravam os protestos e o assunto logo caía no esquecimento.

Quando se sentia ameaçado, o governo ditatorial cassava os deputados de postura mais oposicionista. Em 1966, a ditadura militar cassou diversos deputados da oposição e fechou o Congresso Nacional. Foram presos os integrantes do partido oposicionista que protestaram em plenário contra o AI-3, sob suspeita de subversão e sabotagem ao espírito da revolução, segundo a imprensa. Muitos políticos acabaram desistindo da vida pública, tal a pressão sofrida e tal o clima de terror institucionalizado, deixando desta forma terreno para o partido situacionista agir livremente. Paralelamente, grandes empresas empreiteiras, financiadoras do golpe de 1964, ganharam as concorrências para o início e execução de grandes obras de engenharia. O Banco do Brasil, recebendo dinheiro do BID, liberou empréstimos para a compra de máquinas, equipamentos e implementos rodoviários para a construção de obras de infraestrutura. Castelo Branco reabriu o Congresso impondo o projeto de uma nova Constituição, sem a instalação de uma Assembleia Constituinte. Sem debates, sem contraditórios, no dia 24 de janeiro de 1967, a Constituição de 1967 foi aprovada.

 

Meio ambiente e os povos indígenas
 
Genocídio indígena
 

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) incluiu em seu relatório final um número limitado de 10 etnias indígenas entre as vítimas de graves violações de direitos humanos ocorridas no Brasil durante a ditadura militar. Segundo o relatório, no período investigado ao menos 8.350 indígenas foram mortos em massacres, esbulho de suas terras, remoções forçadas de seus territórios, contágio por doenças infectocontagiosas, prisões, torturas e maus tratos. Muitos sofreram tentativas de extermínio.

No capítulo "Violações de direitos humanos dos povos indígenas" consta que entre os índios mortos estão, em maior número 3.500 indígenas cintas-largas (RO), 2.650 uaimiris-atroaris (AM), 1.180 índios tapayunas (MT), 354 ianomâmis (AM/RR), 192 xetás (PR), 176 panarás (MT), 118 parakanãss (PA), 85 xavantes (MT), 72 arawetés (PA) e mais de 14 araras (PA). O relatório afirma que o número real de indígenas mortos no período pode ser maior.

 

 

#DEPARTAMENTO DE MARKETING                                            #DMKT

 
 

 

 


 

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Matéria por: Redator DomSr.Gustavo

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Comentários
Em tempos de protestos favoráveis ao AI-5, é sempre importante relembrar nossa história. Ótima matéria! #DitaduraNuncaMais
Comentado por mano.leo dia 03/05/2020 às 18:46
Muito bom trazer esse conteúdo para os Oficiais, para mante-los informados sobre a história do nosso país. E até informar alguns que acabam achando que a ditadura nunca existiu.
Comentado por SurfGABRIEL1Jr. dia 03/05/2020 às 18:50
Ótima matéria.
Comentado por KAUAN_R4, dia 03/05/2020 às 21:21
Amei ler sobre a Ditadura Militar, parabéns!
Comentado por estevao3885 dia 03/05/2020 às 22:51
Bastante informativo, não sabia muito sobre o acontecido.
Comentado por Mystogan19 dia 03/05/2020 às 23:07
Adorei a matéria, parabéns.
Comentado por -,Pandora- dia 04/05/2020 às 00:55
Ótima mateira, sempre bom se manter informado e nunca mais pedir a horrível época da ditadura #DitaduraNuncaMais
Comentado por rafael48711 dia 04/05/2020 às 01:18
A matéria ficou muito boa!
Comentado por ,SkaaZy dia 04/05/2020 às 03:36
Ótima materia!
Comentado por Julyogamer00x dia 04/05/2020 às 10:19
Ótima matéria, parabéns a todos.

#DMKT
Comentado por DomSr.Gustavo dia 04/05/2020 às 18:39
Ótima matéria!
Comentado por pd-gui123-bq dia 04/05/2020 às 23:41
Conteúdo extremamente necessário e informativo. Parabéns aos criadores! #DMKT
Comentado por Feels. dia 05/05/2020 às 02:34
Sensacional!!!!!
Comentado por luk-look dia 05/05/2020 às 10:09
Muito Top!!!
Comentado por Danielcdd15 dia 05/05/2020 às 13:13
Linda matéria, u.uuuu
Comentado por .:.:Shyruuh.:.: dia 05/05/2020 às 13:44
Adorei a materia ^^ , Gostei muito dessa parte de historia Brasileira. :)
Comentado por Felizx. dia 05/05/2020 às 15:33
Que maravilha de matéria. Mostra que o DMKT tem comprometimento com passar o máximo possível sobre nossa história.
Comentado por -Chooping dia 05/05/2020 às 15:59
Matéria muito bem explicada e factual. Parabéns!
Comentado por xBrigadeiro dia 05/05/2020 às 16:01
A matéria ficou muito boa!
Comentado por Manodeliciarico dia 05/05/2020 às 16:25
Excelente matéria!!!
Comentado por ronaldpereia dia 05/05/2020 às 16:54
Muito boa a matéria, parabéns!
Comentado por Cri5tal dia 05/05/2020 às 19:54
Foi o período mais negro da história do Brasil, pois na era colonial tivemos o período negro, mas ainda assim era meio "inconsciente" uma vez que lidamos com um recorte histórico totalmente diferente do que tivemos nos anos 60. Mas a Ditadura de 1964 foi extremamente horrivel, pois a popupalação foram as ruas pedindo que tivesse a intervenção, contavam que isso melhoraria a situação brasileira. O povo brasileiro que a muito eram amedrontados pelo passado que aqui viveram, saem as ruas pedindo um futuro igualmente pior. Pessoas morreram, mães não conseguiram dizer adeus, até hoje não se sabe o que aconteceu com algumas pessoas e ainda assim, hoje, temos pessoas que ignoram o que houve e pedem a sua volta. A inflação era baixa? Claro que era, o salário mínimo eram de R$ 180,00 quem vive com isso? Em uma época que era comum nas famílias terem entre 10 a 15 filhos, o que eles faziam com esse dinheiro??? Absolutamente NADA.
Comentado por thaidilaurentis dia 05/05/2020 às 23:29
Ótima matéria! Gostei muito! Parabéns.
Comentado por 0Ericz dia 06/05/2020 às 10:07
Esse texto deveria ser leitura obrigatória! Assim pouparíamos várias pessoas de defender a ditadura, AI-5 e outros erros históricos anti-democráticos.
Comentado por stylesheet- dia 06/05/2020 às 10:15
Boa matéria, não podemos cometer os mesmos erros de antes.
Comentado por X-JamesBond007 dia 06/05/2020 às 12:09
Interessantíssimo!
Comentado por .Schindler: dia 06/05/2020 às 19:39
Excelente matéria!!! Baseei um quiz hoje nessa matéria, HAHAH.. Muito bom!
Comentado por TitioUnicornio dia 06/05/2020 às 21:24
Foi uma época bem polêmica! Ótima matéria, é interessante lembrar sobre isso.
Comentado por Dolkew dia 06/05/2020 às 21:24
GOSTEI BASTANTE DISSO :)
Comentado por SecondX dia 06/05/2020 às 21:24
Obrigado por me ensinar mais do que eu já sabia, vocês são demais.
Comentado por PedrynhoS. dia 06/05/2020 às 21:46
Meu deus, muito bom!!
Comentado por PerfectPlayerS2 dia 06/05/2020 às 23:11
Ótimo texto, parabéns DMKT.
Comentado por vitinho126 dia 08/05/2020 às 01:46
Bela matéria.
Comentado por trozental dia 08/05/2020 às 04:18
Boaaaaaaaaaaaaa, amei a matéria
Comentado por _Mattos dia 08/05/2020 às 05:01
Ótima matéria, parabéns a todos.
Comentado por db-Cassiane-db dia 08/05/2020 às 13:26
Bela matéria!!! Quem deu ideia tá de parabens :D
Comentado por destruidortk dia 08/05/2020 às 22:49
Os artigos do DMKT são tão bem feitos, que estudantes deveriam vir buscar conhecimento aqui.
Comentado por [email protected] dia 09/05/2020 às 20:05
Ótima matéria. Parabéns, CSI!
Comentado por :Siimon dia 09/05/2020 às 21:47
Esse conteúdo maravilhoso é excelente!
Comentado por -Maki. dia 11/05/2020 às 11:36
Excelente matéria! Parabéns.
Comentado por luk-look dia 11/05/2020 às 15:47
Incrível trazer esse tipo de informação pros oficiais!
Comentado por pfvrisabela dia 11/05/2020 às 16:58
Estamos quase revivendo isso! #elenunca
Comentado por Arthur.VictoDr. dia 12/05/2020 às 08:02
Show de bola, muito bom!
Comentado por carlasilva8 dia 15/05/2020 às 14:46
#DITADURANÃO
Comentado por -Maki. dia 15/05/2020 às 19:29
Que bela matéria cara! Paraéns de verdade pelo tempo muiot bem usado para fazer ela entertir a galera!
Comentado por Zebinhas dia 16/05/2020 às 09:48
Matéria perfeita.
Comentado por -Chooping dia 16/05/2020 às 11:06
Excelente matéria!
Comentado por EitaLuann! dia 18/05/2020 às 15:39
Matéria mais que perfeita.
Comentado por ekaosu22 dia 19/05/2020 às 19:23
HISTÓRIA DO BRASIL! Ótima matéria.
Comentado por -Maki. dia 20/05/2020 às 13:04
Que beleza de matéria, agora que tive tempo pra ler, mas me arrpendi de não ter lido antes.
Comentado por -Chooping dia 22/05/2020 às 16:25
Amei S2 achei muito interessante
Comentado por carlokc dia 22/05/2020 às 22:53
Sempre bom recordar nossa história, para aprendermos com o passado, e não cometer os mesmos erros no futuro.
Comentado por Benevotti dia 29/05/2020 às 13:49