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As Sementes da Revolução Francesa e suas associações com o principado segundo Nicolau Maquiavel

Postado por thaidilaurentis dia 09/10/2019, às 15:58. Moderado por luan91565.

Coronel
Embuste das portarias
Quando pensamos em política, logo temos visões superficiais em relação ao tema, pensamos em políticos do nosso meio social, os políticos de nossos municípios e que conhecemos, e temos a visão errada de que apenas isso e eles abrangem todo o contexto histórico e todo peso que essa palavra e significado carregam ao longo dos anos.
Ao analisarmos a estrutura social e hierárquica do mundo antes da Revolução Francesa, vemos monarquias absolutistas onde os “administradores” são pessoas que recebem esse direito não por serem eleitos e escolhidos diante de uma decisão popular e sim porque foi herdado através de sua linhagem de sangue. Quando a burguesia sobe ao poder para fazer revoluções, insatisfeita com o poder concentrado apenas na mão do rei e impedida de crescer economicamente, ela quebra vários paradigmas da época, porque o poder do rei era inquestionável, e questionar o rei era questionar a vontade divina, era questionar a própria França, porque quando um príncipe nascia, era a própria França que estava nascendo.
Quando Montesquieu propõe a divisão do três poderes em legislativo, judiciário e executivo, ele afirma que esses poderes precisavam ser divididos porque não podia uma só pessoa ficar com tanto poder, o que era questionável porque a pessoa não seria totalmente imparcial, ela não seria totalmente honesta.
E também Voltaire vai falar sobre a liberdade de expressão, o que era uma grande quebra para a época, tendo em vista que não se podia questionar o poder real da época, isso era proibido e quando há essa quebra, as pessoas tomam consciência de que não era um poder absoluto, se tratava de pessoas livres para fazer suas próprias escolhas, pessoas que falavam por si e as pessoas passam a se compreender, passam também a questionar o próprio rei e com isso nasce a República, que as pessoas podiam votar e escolher quem iria reger, iria guiar a nação em que elas estão inseridas.
Os impactos que a Revolução Francesa teve na época, banhada pelo Iluminismo, ainda hoje temos em nosso meio seus resultados, o próprio voto, o presidente da nação, eleito, é fruto dessa revolução.
Anos mais tarde, trazendo para 2016, e até mesmo em 2014 temos uma eleição difícil, e escolheram pela primeira vez na história brasileira uma mulher, para guiar uma nação, Dilma Rousseff, que tinha uma visão do mesmo governante anterior à sua gestão, Lula.
Mas ao mesmo tempo, vemos uma eleição foi regida muito mais pelo governo populista do ex-presidente Lula do que propriamente dito por vontade do povo, a promessa de que tudo permaneceria igual a uma sociedade ferida por governos elitistas anteriores. Querendo ou não, temos uma massa muito grande influenciada por um governo anterior. Quando a própria Dilma se candidata, ela mesma entra já com com o que Maquiavel vai falar sobre a diferença de quem alcança o poder por virtù ou fortuna.

“Estes estão simplesmente submetidos à vontade e à fortuna de quem lhes concedeu o Estado, que são duas coisas grandemente volúveis e instáveis: e não sabem e não podem manter a sua posição.”

E já alcançando seus objetivos, as pessoas, inconscientes de que estão mantendo a gestão anterior, a escolhem para representar o Brasil como presidente e há uma quebra de paradigmas muito forte em relação a mesma ser mulher. Por dois anos, foi muito criticada, e com isso tomando força ao longo dos anos isso foi tomando força, e essa parte da população que queria mudar a atual gestão e insatisfeita já com as mudanças ocorridas pelo antigo governo Lula, começam a fazer movimentos para tirá-la do poder e é apoiada pela elite e políticos influentes para isso.
Em 2016, temos seu impeachment, votada e querida por políticos e, ressaltando, uma elite insatisfeita com a igualdade social que vinha se formando ao longo dos anos. É como Maquiavel fala em seu livro, O Príncipe:

“Porque, de modo geral, pode-se dizer que os homens são ingratos, volúveis,
fingidos e dissimulados, avessos ao perigo, ávidos de ganhos; assim,
enquanto o príncipe agir com benevolência, eles se doarão inteiros [...] os
homens têm menos escrúpulos em ofender alguém que se faça amar a
outro que se faça temer [...].”

De certo modo, temos uma presidente amada por uma nação, mas também devemos levar em conta que estamos inseridos em um meio social que a maioria não conhecem a própria e história e também é avessa ao que acontece no país inteiro, são volúveis e facilmente conseguimos um apoio de proporção muito grande.
O diálogo é algo muito forte, uma vez que mesmo sem perceber, consegue mudar toda a opinião de pessoas apenas por falarem algo que faz com que as pessoas acreditem ser real. Quando a massa tem esse falso gosto que estão ganhando poder e também que estão perdendo esse “poder”, nos deparamos com uma insatisfação muito grande e quando ela se junta ela consegue atingir seus propósitos. Movimentada pela elite e por essa força do diálogo, do marketing social feito por políticos e emissoras adeptas, logo temos um conjunto de pessoas fortemente revoltada e que exigem o impeachment.
Com seu impeachment, sobe ao poder executivo seu vice, Michel Temer, que a partir disso rege a nação segundo seus próprios princípios. No começo, essa parcela da população que estava revoltada com a gestão anterior se vêem satisfeitas por conseguirem algo que por meses foram às ruas exigir, usando de seu poder, a voz e manifestações, para alcançarem a deposição da ex-presidente.
Temer, então presidente, quando põem em prática seus ideais neoliberais, visando uma “igualdade” entre elite e massa que não existe no intuito de fazer apenas a vontade elitista, o povo vê a escolha que fez e se arrepende, porque no momento em que escolhem colocar o vice, influenciados pelo diálogo, acham que irá melhorar, que seus gritos irão ser ouvidos, e quando o eco social vem e o povo mais uma vez está a mercê da própria sorte, eles vêem o que fizeram e arrependem-se então vão às ruas então pedir o impeachment do então presidente Michel Temer.
Portanto, a sociedade é muito volátil aquilo que lhe é dialogado, Maquiavel fala em seu livro que o povo insatisfeito com o governo vai às ruas e pede sua saída e quando o novo entra e não lhe atendem e/ou vêem que não são atendidos seus clamores, temos uma nova insatisfação e há a noção de que o governo anterior estava melhor. o que foi discutido aqui, não foi se os motivos que levaram a ex-presidente Dilma a seu impeachment foram certos ou criticar um governo, foi justamente para mostrar que a sociedade é facilmente moldada pelo diálogo e pelo aquilo que elas querem acreditar e quando se conscientizam sobre o que fizeram e se revoltam novamente.
Mesmo que o Iluminismo tenha tornado o homem autor de sua própria história através da discussão da razão e a Revolução Francesa tenha trago o direito do povo de escolher o próprio governante e ainda trazer à tona a Liberdade de Expressão, ao mesmo tempo temos uma massa totalmente entregue a discursos autoritários e populistas e não conseguem enxergar o que de fato ocorre em seu meio social e com os próprios caminhos ao não conhecerem as reais propostas de seus governantes.
Na política brasileiro isso ainda é fortemente visível a partir do momento em que tomamos consciência de que não tivemos uma República proclamada e/ou aclamada pelo povo mas sim uma República imposta por mãos de pessoas que querem e precisam disso para manter-se no poder, no dia seguinte a suposta proclamação é que o povo fica sabendo de que o Brasil deixava de ser uma monarquia e passava a República. Como nos diz Maquiavel “Estes estão simplesmente submetidos à vontade e a fortuna de quem lhe concede o Estado”. Infelizmente o povo é sempre o último a saber dos reais interesses políticos de quem lhes governam e isso faz que se tornem submetidos à vontade alheia e facilmente voláteis.

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RE: As Sementes da Revolução Francesa e suas associações com o principado segundo Nicolau Maquiavel

Comentado por Wooloo dia 10/10/2019 às 17:00

Comandante
Mocorongo do AFA
Amei o tópico, super informativo!

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i'm so cold inside, maybe just one more try.
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